Maquiavelismo e Propaganda

DEMOCRACIA BUDISTA

Ontem no jornal da noite da SIC passava em rodapé a “informação” de que grupos “fanáticos extremistas islâmicos” poderiam estar por detrás do golpe de estado no Egipto. Enquanto isto, Henrique Cymerman, jornalista português em Israel, afirmava em directo de Jerusalém que “corre-se o risco de esta revolução poder levar à instalação de uma ditadura islâmica anti-democrática” Prostituição jornalística? Propaganda maquiavélica? Chamem-lhe o que quiserem, mas esta situação é gravíssima. Senão vejamos, é sobejamente sabido que o Egipto é governado à dezena de anos pela ditadura pró-americana de Mubarak. Se a revolução Popular (esta e só esta) tiver êxito, o Egipto fará uma transição de ditadura para democracia, e não o contrário! Quando ao termo “islâmica”, que teoria é essa a da SIC e do seu prostituído jornalista? O que quer esse senhor encontrar no Egipto pós-revolução popular? Um democracia cristã? Uma democracia budista? Xintoísta, quem sabe! Por favor…

VIOLÊNCIA POLICIAL

PAZ PODRE

Ontem durante o dia a chefia das forças armadas egípcias fez passar pela máquina de propaganda ocidental a suspeita informação de que “não haveriam mais confrontos entre forças armadas e população, visto que estes últimos têm o direito a manifestar as suas frustrações”. Bom demais para ser verdade num país que sob a ditadura de Mubarak nunca ouve espaço para a mínima tentativa de protesto. Mais difícil ainda de acreditar quando se vão sabendo das recentes medidas de censura na internet como medida para travar a revolução em curso (Egipto: Compañía de EEUU es la principal proveedora de tecnología de control de Internet)! Portanto, depois de ontem as forças de ordem terem garantido não intervir mais violentamente, vemos hoje confrontos entre manifestantes pró e anti-Mubarak. Os manifestantes pró-Mubarak (grupo surreal para um país sujeito a uma atroz ditadura) dispõem de cavalos, camelos e armas brancas, atacam violentamente manifestantes anti-Mubarak sem nada mais para se defender que as pedras do chão. Convenientemente, e como prometera na véspera, as forças de ordem não intervieram. Convenientemente porquê? Porque esses supostos manifestantes pró-Mubarak começaram a ser reconhecidos pelos populares que facilmente se aperceberam que esse improvável grupo pró-Mubarak não passa de um bando de polícias à paisana. Também muito convenientemente as forças de ordem, assim que estalaram os confrontos físicos entre os manifestantes anti-ditadura e pró-ditadura provocados por estes últimos, prometeu voltar a intervir nas ruas. Porquê? Porque se a farsa sobre a existência de manifestantes pró-ditadura tivesse tido sucesso, as cargas policiais seriam apresentadas ao mundo como uma necessidade, uma obrigação para reestabelecer a paz nas ruas, e não uma ofensiva, uma guerra aberta contra o povo. Trata-se de fazer com que os cidadãos que se manifestam na rua sejam vistos nas cadeias televisivas internacionais como agressores e não mais como vítimas (que é o que eles de facto são).  Apesar do povo egípcio ter-se apercebido atempadamente da armadilha em que estava a ser metido, e de variados media internacionais (do mundo não-aliado) disponibilizarem informações e factos  que confirmam que a manifestação pró-Mubarak é uma farsa, as televisões portuguesas (e as norte-americanas também) continuam a difundir o seu reles folhetim propagandista.

Quanto soube destes supostos confrontos entre pró-ditadura e anti-ditadura (à horas atrás em conversa com familiares), de imediato afirmei estar convicto que uma vez mais não passava de uma farsa e de um golpe de teatro ao estilo da máquina de propaganda norte-americana. O pessoal chamou-me louco, acusando-me de fazer demasiadas teorias da conspiração. Eu respondi que não, que quando se conhece o historial de golpes e contra-golpes orquestrados pelos EUA, constata-se que o modus operandi não costuma variar muito, tornando fácil e óbvio o acto de “ler entre as entrelinhas” sempre que notícias como esta dos confrontos entre pró-ditadura e anti-ditadura são difundidas na TV. O exemplo que me veio à cabeça foi o de 2001 na Venezuela, quando se forjaram conflitos entre pró-Chávez e anti-Chávez, ao mesmo tempo que os media ocidentais passavam imagens escandalosamente manipuladas para contar o que não aconteceu e assim legitimar o ilegítimo golpe de estado norte-americano contra Hugo Chávez. [ver The War on Democracy]

CENSURA

Como seria de esperar, começam a aparecer cadeias televisivas censuradas em território egípcio, nomeadamente a TeleSURtv e a Aljazeera:

Ejército egipcio ordenó expulsión del equipo periodístico de TeleSur de hotel en El Cairo

Egipto: Gobierno cierra las oficinas de la cadena Al Jazeera

O ALASTRAR DA REVOLUÇÃO ÁRABE

Na Jordânia o rei dissolveu o governo e criou outro.  No Iémene o presidente e ditador cancelou o seu mandato vitalício e prometeu não passar o poder ao seu filho. Tudo isto porque começaram a intensificar-se também os protestos nestes dois países.

UMA NOTÍCIA E UMA ENTREVISTA INTERESSANTES:

Egipto traslada tropas a península Sinaí con la aprobación de Israel

Mubarak, Israel y EE.UU. son un triángulo diabólico

 

A Esperada Revolta Do Mundo Árabe

A REVOLUÇÃO EM POTÊNCIA

Lembro-me de à uns meses atrás estar na casa de uma amiga em Vilnius conversando sobre o tema do momento: o bárbaro ataque das forças armadas israelitas a uma frota de barcos com ajuda humanitária que seguia para um porto de Gaza. Do atroz comportamento da força aérea e naval desse estado resultaram dezenas de feridos e nove mortos, todos civis, activistas humanitários e, atente-se no pormenor, 8 turcos (até então o único país muçulmano com autênticas relações diplomáticas com o estado sionista) e 1 norte-americano, sim, norte-americano! Estando ao corrente de tais factos, comecei a reflectir sobre as consequências possíveis no resto do mundo árabe. São vários os estados árabes nesta zona que se encontram sob controlo de duras ditaduras, regimes anti-democráticos que governam em função dos interesses do estado que os patrocina – os EUA – e contra a vontade e liberdade dos seus povos. A opressão, a humilhação, a censura e os atentados aos direitos humanos repetem-se incessantemente e parecem não ter fim à vista pois os seus governantes têm como segurança o maior poder militar do mundo, o americano. A Arábia Saudita é o exemplo perfeito da presenta militar norte-americana, mas o Egipto parece ser o local onde se encontra o barril de pólvora, uma vez que tem fronteira com a prisão a céu aberto israelita: a Faixa de Gaza. Poderia-se acrescentar também a Jordânia, e até o Iémene.

Voltando ao Egipto, o historial de atrocidades cometidas pelos EUA-Israel contra o “mundo árabe” contínua a crescer (quer indirectamente através de governos como o de Mubarak quer através de invasões como a ocorrida no Iraque), não sendo portanto difícil de prever que o povo do “mundo árabe” um dia dirá Basta! No meu entender (erradamente) esse momento tinha chegado com o infame ataque à frota humanitária e previ então que dentro de semanas começaria uma revolta popular no Egipto, depois Jordânia e Arábia Saudita. Sem dúvida que o ataque à frota humanitária pode ser considerado a gota de água que faltava para fazer transbordar o copo, mas pelos visto faltava ainda a força motriz para vencer a inércia inicial. Essa força motriz foi criada à cerca de um mês na Tunísia, com um golpe de estado popular que serviu de exemplo e provou às populações do resto dos países árabes que o número pode de facto fazer a força. E eis que a previsão sobre uma revolta do mundo árabe com início no Egipto estava certa (ainda que com contornos ligeiramente  diferentes)!

EUA E O PRIMEIRO REMENDO

Quanto aos EUA, parte interessada e central no assunto (não esquecer que o Egipto governado pela ditadura de Mubarak é o segundo país que mais ajuda militar recebe dos EUA, a seguir ao inevitável estado de Israel), deixou passar os primeiros dois dias sem que se soubesse a reacção oficial da sua elite política. Não é de admirar, como principal patrocinador e responsável directo do perdurar deste atroz regime, sem dúvida que num primeiro momento o melhor é esperar e ver até que ponto esta é A Revolução à tanto tempo adiada ou se, pelo contrário, não passa de mais um falso alarme. Ao terceiro dia, após vários civis mortos, multidões nas ruas e cartazes dizendo que “desta é de vez”, a dupla Obama/Clinton, apoiada pela feroz máquina de Propaganda Ocidental, apareceu finalmente na TV, obviamente não para apelar à revolução popular e democrática do povo egípcio, mas para implementar as suas duas tradicionais soluções de recurso aplicáveis quando um regime antidemocrático patrocinado pelos EUA (e a lista é imensa) encontra-se à beira do seu fim. A primeira, mais fácil mas menos convincente ficou ao encarregue da supracitada dupla, que apela a elaboração imediata de “reformas democráticas”, que é como quem diz, troca-se o primeiro-ministro, vice-presidente ou chefe das forças armadas, juntamente com a substituição de figuras secundárias mas claramente ligadas ao historial de opressão, faz-se promessas (internas) de melhoramento de comportamento por parte da elite governante, ouve-se balelas de apoio a essa atitude “louvável” vindas de Bruxelas, Berlim, Paris e Washington, e bom, fica tudo na mesma. Obama e Clinton bem que têm insistido, os media ocidentais também não cessam de sublinhar essa possibilidade e até o Presidente do Egipto já pôs mãos à obra escolhendo apressadamente um novo vice-presidente (o antigo chefe dos serviços secretos do país!). Mais, para deixar bem claro de que lado se encontram os EUA (como se dúvidas houvessem), a senhora Clinton fala em contenção quer da polícia quer Da População, e Obama apela ao povo egípcio para não recorrer à violência! Como disse que disse!?! Violência (física e de outra ordem) é aquilo que tem sido desumanamente aplicada sobre o sofrido povo egípcio nas últimas décadas (insisto, com apoio norte-americano), violência é ver um homem só na rua ser filmado enquanto que é atingido mortalmente atiro pelas forças militares do país. Violência do povo, ainda que violência, é sempre legítima quando usada para atingir aqueles que o oprime e os priva de liberdades fundamentais ao ser humano, como é o caso. Quando ouvi o senhor Obama proferir tamanho atropelo às liberdades fundamentais do povo egípcio, de imediato veio-me à cabeça a célebre frase de Hugo Chàvez: “Los que les cierren el camino a la revolución pacifica, le abren al mismo tiempo el camino a la revolución violenta”. Pela reacções que de imediato se fizeram ouvir e ver, o povo egípcio não vai cair nessa e mantêm-se portanto firme contra qualquer tipo de fantochada de reforma democrática como as propostas vagamente por Obama e Clinton, e concretamente pelo o seu ainda presidente Mubarak. É nestes momentos que eu me pergunto como pode ser possível que “o cidadão anónimo ocidental” tão facilmente aceite que seja usada violência física (numa enormíssima escala) por parte dos EUA na deposição de regimes anti-democráticos por estes mesmos criados (Iraque de Saddam Hussein, por exemplo), quando depois, de forma incoerente, se deixa levar nesta lengalenga Washingtoniana de apelo à não-violência no derrube popular e legítimo de uma feroz ditadura (também esta de fabrico americano, pois claro)!?!

EL BARADEI, O SEGUNDO REMENDO

Pela voz da Sra Clinton e da máquina de propaganda ocidental chegaram então os primeiros indícios de que a segunda solução norte-americana se encontra já em marcha. A primeira vem falando de “mudança democrática” e de “transição moderada de poder”, a segunda apresenta um falso profeta como Deus reencarnado, El Baradei, o ex-presidente da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA),  introduzindo-o incessante e descaradamente pelo “cognome” de Nobel da Paz. Propaganda pura e barata, basta ver o motivo que levou esse senhor a receber um dia tal prémio. Esta revolução partiu do povo que se cansou de ser espezinhado, esta a ser realizado pelo povo e para o povo, e El Baradei nada tem a ver com o assunto.

Como continuação da Propaganda ocidental os nossos media – RTP, SIC, TVI – fogem prepositadamente do centro da questão (a revolta popular) e propangadisticamente acentuam o título de NOBEL DA PAZ  de El Baradei e o facto de ester ter sido imediatamente preso assim que regressou ao país (após décadas de ausência), ou pior ainda, apelidando-o de “líder da oposição”. No entanto nenhum media se atreve a difundir a verdade, informando o público que El Baradei é na verdade o Cavalo de Troia com o qual os EUA contam para mudar tudo e deixar tudo na mesma! Ou seja, agora que o pais está à beira de uma revolta popular contra a ditadura pro-EUA, os EUA “apoiam” mais uma das suas marionetas internacionais convenientemente galardoado com o Nobel da paz, ajuda oficialmente a “mudança” de regime ditatorial para um regime democrático,  deixando uma vez mais a errónea imagem de país que “traz a democracia ao mundo”, e mantém o necessário status quo, ou seja, uma vez mais uma ditadura militar pró-EUA, com relações diplomáticas com Israel, que continuará a fechar os olhos ao genocídio palestiniano ocorrendo do outro lado da fronteira e que portanto terá um comportamento na cena internacional oposto ao desejado pela opinião popular egípcia. Voltando a El Baradei, como é possível que este senhor, porta-voz e marioneta dos interesses nucleares do ocidente (EUA e súbditos) como presidente da AIEA, aterre pela primeira vez em dezenas de anos no seu país exactamente três dias depois de começar o conflito entre a população e a policia/exército, no meio da confusão e incerteza!?! E mais, fica retido em prisão domiciliária durante dois dias, voltando depois convenientemente à liberdade estando assim disponível para os holofotes das cadeias televisivas internacionais!?! As ditaduras a sério (como esta) não tratam os (verdadeiros) líderes de revoluções assim. Das duas uma, ou se é honesto na proposta de liderar o país democraticamente após a revolução e espera-se que o regime seja deposto e os seus líderes se encontrem presos, mortos ou fugidos, ou então é-se mentiroso e tem-se planos obscuros aterrando no país antes “de começar a festa”, sabendo de antemão (pelos EUA e por Mubarak) que não será preso, torturado ou morto como aconteceria no mundo real. Apenas dois dias de prisão domiciliária para compor a coisa e fazer parecer que o senhor até começa a dar os primeiros passos na carreira de mártir candidato a presidente salvador da nação. A conclusão é óbvia, toda esta barafunda em torno de El Baradei não passa de uma encenação bem planeada pelas 3 partes, e atentamente seguida pelo poder sionista.

ISRAEL, PALESTINA E O MUNDO ÁRABE

Embora passe despercebido à maior parte dos ocidentais os motivos pelos os quais os EUA patrocina e incentiva a perpetuação de regimes anti-democráticos no médio oriente (Egipto, Arábia, Saudita, Kuwait, Jordânia, Iémene, etc), esses motivos são bem reais e de ordem variada. A questão do controlo de recursos energéticos é sem dúvida central, mas no caso específico do Egipto os factores mais importantes são o controlo do Canal do Suez e o controlo do único estado (além do ocupante Israel) que possui fronteira terrestre com a Faixa de Gaza. Foquemos-nos neste último, por ser o mais importante. Numa perspectiva de jogo de  xadrez geopolítico, é óbvio que os EUA-Israel não podem permitir o fim da ditadura no Egipto, pois uma vez que seja instaurada uma verdadeira democracia popular independente das pressões norte-americanas, a fronteira Egipto-Gaza será reaberta, por ela chegarão mantimentos e material médico, materiais de (re)construção e, inevitavelmente, equipamento militar proveniente de estados muçulmanos e/ou árabes, nomeadamente do Irão. Na melhor das hipóteses (de um ponto de vista neutro), Israel perderia finalmente o controlo sobre a sua prisão a céu aberto pois tornar-se-ia insignificante o controlo dos espaços aéreo e marítimo de Gaza, e desnecessários os check-points Israel-Gaza pois os cidadãos palestinianos até então “encostados à parede” já não precisariam de escolher entre trabalhar em Israel recebendo em média um terço do que os seus colegas de trabalho judeus ganham ou morrer à fome. As ajudas chegariam ao Egipto de todas as formas possíveis, e daí seriam reencaminhadas por terra até à fronteira inteiramente controlada por árabes (egípcios e palestinianos). Mas será mesmo que Israel permitirá que se estabeleça uma situação de equilíbrio (justo) deste tipo?

Não me parece de todo que o faça, dado o seu passado hiper-bélico e as conhecidas posições extremistas dos seus líderes que agora mesmo, enquanto escrevo estas linhas, continuam a ordenar a destruição de casas centenárias palestinianas na Cisjordânia e na Jerusalém árabe, e ordenando a construção de novos colonatos judeus nesses mesmos locais. Partindo do princípio que o estado sionista de Israel tudo fará para impedir que o mundo árabe tome controlo da fronteira Egipto-Gaza, é de esperar que a seguir à propaganda norte-americana começam a aparecer operações de sabotagem e de terrorismo de estado tentando a todo o custo que a revolução popular egípcia não chegue a acontecer. Se acontecer, e este é o ponto central de toda esta história, o equilíbrio de forças no Médio Oriente alterar-se-á consideravelmente, tendo como resultado mais que provável uma escalada de violência ou, se preferirem, uma guerra regional em simultâneo com várias revoluções populares estará eminente envolvendo pelo menos o Egipto, a Arábia Saudita, a Jordânia, Israel, a Síria, o Líbano e o Irão (este indirectamente, fornecendo armamento). A maior concentração de força naval norte-americana jamais vista no Médio Oriente encontra-se neste momento no Golfo Pérsico a escassas milhas das águas iranianas (o USS Enterprise que parou recentemente em Lisboa e que tão bajulado foi nos últimos dias pela SIC também para lá se dirige). A vontade dos EUA-Israel de derrubar esse teimoso não-alinhado estado é sobejamente conhecida. Portanto, provas concretas da chegada de armamento iraniano à Faixa de Gaza será uma condição mais que suficiente para que os EUA-Israel ataquem o Irão. Se assim for, o barril de pólvora, a uma escala internacional (e não regional) explodirá e as consequências poderão ser as piores. Se a revolta popular no Egipto tiver sucesso e o mundo árabe adquirir o controlo de Gaza, preparem-se para assistir numa primeira fase à inevitável guerra regional e, numa segunda fase, serão cruciais as reacções de um grupo de países chave: Irão, Turquia, Brasil, Venezuela, Paquistão, entre outros…  A Rússia e a China serão as grandes incógnitas (como sempre). Quanto aos estados europeus, nada a dizer, pois não passam de protectorados dos EUA-Israel.

ISRAEL TERÁ DE ABDICAR DAS SUAS PRETENSÕES HEGEMÓNICAS, CASO CONTRÁRIO, ESTAREMOS À BEIRA DE ASSISTIR AO VIVO ÀQUILO QUE SÓ CONHECEMOS DOS LIVROS DE HISTÓRIA…